domingo, 13 de outubro de 2013

Demo Day vira vitrine para as startups brasileiras

São Paulo, 09 (AE) - Quando ainda nem se falava em startups ou smartphones, o então estudante Marcelo Sales criou um jogo para celular com a ajuda de amigos. O objetivo por trás da ideia era buscar uma alternativa aos conteúdos "chatos" da escola. Em 13 anos, o jogo se tornou uma empresa presente em 14 países e com produtos usados por 70 milhões de pessoas no mundo todo.
No entanto, a transformação de uma brincadeira de adolescente em negócio formal foi tudo menos automática. Do embrião da ideia à criação da companhia de comércio e conteúdo digital Movile, o empreendedor levou oito anos em busca de um investimento inicial.
"Foi descomunalmente difícil (sair do zero). Um professor indicou a um empresário que, por acaso, viu uma apresentação minha", conta. Além de fundador da Movile, Sales é hoje presidente da aceleradora 21212, que trabalha para encurtar a distância entre o mercado e startups brasileiras.
Ele diz que o objetivo da aceleradora é dar uma metodologia tradicional para a busca de investidores. A ideia é que a decisão esteja baseada em fatores de mercado, e não mais na simples simpatia ao projeto ou ao empreendedor.
A premissa da aceleradora é testar e validar os produtos com os clientes. O processo leva entre quatro e oito meses. A aceleradora aporta capital e oferece serviços de consultoria jurídica, de negócios, tecnologia e design. Um grupo de mentores trabalha para lapidar os projetos, apontando eventuais falhas a ser corrigidas. O investimento em cada projeto gira em torno de R$ 300 mil e a 21212 se torna sócia, com participação de até 20%.
Na quinta-feira, 03, no Rio, nove empresas que receberam esse suporte inicial da aceleradora participaram de uma demonstração a investidores. É o quarto evento desse tipo na cidade, chamado de Demo Day. Nos últimos três, a vitrine de empresas digitais gerou conversas que renderam aportes de R$ 25 milhões. É uma quantidade de recursos suficiente para que as empresas possam apresentar seu serviço ou produto ao grande público.
Entre as empresas que receberam incentivo da 21212 está a Zero Paper, de serviços financeiros. Os empreendedores tiveram de revisar todo o modelo de negócio à medida que a ideia começou a sair do papel. A meta era oferecer uma plataforma para gerenciar as contas de pequenos empreendimentos. "Tínhamos empresas e víamos como era difícil administrá-las", explica um dos fundadores, André Macedo.
Para ir a mercado, foi preciso que a empresa identificasse a real necessidade de seus potenciais clientes. A Zero Paper virou um sistema de educação financeira disponível gratuitamente na web. Ao fechar parceria com a gigante Totvs, o negócio foi expandido e passou a abrigar também uma loja de serviços financeiros, como emissão de boletos e notas. Hoje, a companhia tem 80 mil clientes, inclusive de países como Portugal e Espanha. "Como nos limitamos à gestão financeira e não à tributária, não há barreiras para o mercado internacional", diz Macedo.
Para Benjamin White, sócio da 21212, o Brasil é hoje um dos mercados mais promissores para a criação de startups do setor de tecnologia. A 21212, que tem um escritório no Rio de Janeiro e outro em Nova York - o nome é a união dos códigos de área das duas cidades - faz a ponte entre os empreendedores com potenciais investidores do Brasil e dos Estados Unidos.
Na opinião da aceleradora, no entanto, os projetos muitas vezes chegam à mesa do investidor sem um foco definido. É o que aconteceu com o empreendedor André Korenblum. Sem conhecimento prévio do setor, ele chegou à 21212 apenas com uma ideia: a união de gastronomia com tecnologia. Acabou por criar, há um ano, a Selo Reserva, especializada em indicação de rótulos de vinhos para assinantes.
Focada no mercado de luxo, a Selo Reserva aposta em consumidores que estão dispostos a pagar preços mais altos por bons produtos. A meta é fechar o ano com faturamento de R$ 1,5 milhão. "A gente fica ensaiando lançar um produto perfeito (no mercado), mas é preciso fazer. E não ter medo de falhar", aconselha Korenblum.
LEGISLAÇÃO
Há ainda as barreiras legais e burocráticas. "É difícil enquadrar a empresa na legislação tributária", reclama Felipe Grossi, que fundou a Instaquadros com Alan Campos. A empresa vende produtos de decoração, como quadros e capas para celulares criados a partir de fotos de usuários em redes sociais.
"Você não pode estar no Simples, pois pode receber aporte de empresas estrangeiras. Ao mesmo tempo, você não tem renda para pagar as tributações de sociedade aberta", exemplifica. Em um ano, o faturamento da Instaquadros foi de R$ 200 mil. Para alcançar um público estimado em 65 milhões de usuários, a empresa busca investimento. "É muito desafiador empreender no Brasil."

Google compra startup que reconhece gestos

São Paulo, 09 (AE) - Não será uma total surpresa se, nos próximos meses, virar uma realidade a ideia de controlar Gmail, Android e outros produtos do Google apenas com as mãos.
Tudo porque a empresa acaba de comprar uma startup de reconhecimento de gestos, a Flutter.
O único produto da empresa leva o seu nome, e é um serviço para Windows e Mac OS X que permite aos usuários controlarem Spotify, Netflix e iTunes, por exemplo, com as suas mãos.
Em seu site oficial, a companhia chama a versão de seu produto para aparelhos da Apple como um "Kinect para OS X".
Rumores indicam que a transação tenha chegado à casa dos 40 milhões de dólares. Ainda não está certo qual o objetivo do Google na compra, mas integrantes da Flutter admitiram que seu serviço continuará funcionando.

Sistema biométrico para Android chega em breve

Sistema biométrico para Android chega em breve
Por Bruno Capelas
São Paulo, 09 (AE) - Uma das maiores novidades do novo iPhone 5S foi o Touch ID, um sistema de biometria localizado no botão Home do smartphone que permite ao usuário acessar o celular apenas com sua impressão digital, um grande passo à frente da concorrência.
Entretanto, na sexta-feira, 04, uma parceria de 48 empresas, a FIDO Alliance, anunciou no jornal americano "USA Today" que um sistema similar deve chegar ao mercado para smartphones que rodam a plataforma Android nos próximos seis meses.
"Queremos que consumidores tenham acesso a serviços móveis de maneira fácil, mas mantendo a segurança", disse à publicação Michael Barrett, presidente da parceria, encabeçada pela fabricante Lenovo e pelo PayPal.
A meta da empresa é reduzir e se possível eliminar o uso de senhas para acessar contas em dispositivos móveis, e, para isso, tenta convencer fabricantes e companhias online a estabelecer um consenso em regras e autenticações para que os consumidores possam usar o sistema de maneira universal.
Apesar de convidada, a Apple não quis se juntar à causa, mas na visão de Barrett, o Touch ID poderia ser facilmente incorporado ao seu sistema.

Aplicativo Line chega ao mercado brasileiro

Aplicativo Line chega ao mercado brasileiro
Por Ligia Aguilhar
São Paulo, 09 (AE) - Mais um concorrente asiático do WhatsApp chegou ao Brasil. O aplicativo Line, que tem mais de 260 milhões de usuários no mundo inteiro e está presente em 230 países, inaugurou na segunda-feira, 07, sua operação no mercado brasileiro.
A plataforma permite a troca ilimitada de mensagens de texto, voz, chamadas telefônicas e chats em grupo. As grandes apostas do app, porém, são sua base de stickers - são 8 mil opções - e o recurso Home & Timeline Tool, um espaço pessoal para compartilhamento de fotos, vídeos e localização geográfica com amigos.
Como parte da estratégia de lançamento no Brasil, a empresa vai veicular campanhas televisivas em canais abertos e pagos e lançar um conjunto especial de stickers. No Japão, onde o aplicativo foi criado, os stickers do Line são uma verdadeira febre entre os usuários.
O primeiro comercial do Line no Brasil, chamada Angry Girl, já está no ar no YouTube. Além do Line, já estão no Brasil outros dois aplicativos asiáticos de sucesso: WeChat e KakaoTalk.
MERCADO
O mercado de aplicativos de mensagem para smartphones tem crescido com velocidade em todo mundo. Na Ásia e na Europa já ameaçam o lucro das operadoras de telefonia com SMS, o que tem feito as operadoras de telefonia investirem em parcerias para tentar minimizar as perdas.
No Brasil, as operadoras já estão preocupadas com esse crescimento e começaram a lançar seus próprios aplicativos no mercado, além de fechar parcerias para fornecer acesso a aplicativos famosos, como Facebook e Twitter de graça, sem descontar do plano de dados.

Pesquisadores da Unicamp usam células-tronco para acelerar cicatrização

Isadora Camargo.
São Paulo, 12 out (EFE).- Pesquisadores da Unicamp desenvolveram um projeto inédito com células-tronco aderidas a fios de sutura, usados em cirurgias, o que pode revolucionar a medicina brasileira na regeneração de tecidos.
"As células-tronco, retiradas dos tecidos adiposo, ou seja a gordura, foram colocadas no fio de sutura comum com cola de fibrina, uma cola médica muito resistente e que modificamos para manter as células vivas durante a aplicação", explicou à Agência Efe o biólogo Bruno Volpe, que há três anos está desenvolvendo o estudo.
Os testes feitos com o material apontam o fechamento de 75% de ferimentos em apenas três dias e, segundo Volpe, "depois de vários testes, elas são capazes de sobreviver sete dias".
A cicatrização é uma das fases mais preocupantes após a cirurgia, pois depende das condições de saúde de cada indivíduo, mas com o uso das células-tronco, dois pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp descobriram a regeneração em uma fístula intestinal.
O pesquisador conta que este processo pode ser realizado em qualquer tipo de ferimento, como os de diabetes e provenientes de plásticas, mas que a fístula do intestino foi escolhida por ser um tecido fácil de ser lesionado e difícil de cicatrizar.
A grande inovação da pesquisa de mestrado de Volpe foi a metodologia de implantação das células-tronco na fístula através de um fio cirúrgico e este processo foi patenteado pela Agência de Inovação Inova Unicamp.
O próximo passo, segundo o cientista, é melhorar o tempo de vida das células-tronco para 15 dias e poder exportar a técnica a outros países.
"Mas antes, a expectativa é de viabilizar o uso do método no sistema público de saúde brasileiro para diminuir o tempo de internação, o que significa menos gasto público e melhor qualidade de vida ao paciente", disse Volpe.
O biólogo destacou que está procurando parcerias para financiar investimentos para que a técnica seja expandida a um maior número de atendimentos, já que, atualmente, o procedimento é realizado apenas com pacientes da universidade.
O teste inicial foi feito com ratos, nos quais as células-tronco regeneraram quase todo o tecido do intestino dos animais, resultado que indica uma boa adaptação em pessoas, já que estas células são encontradas no organismo humano, capazes de se transformar em outros tipos celulares, ajudando na reestruturação dos tecidos dos órgãos.
O tempo de recuperação das fístulas por meio do tratamento convencional nos ratos é equivalente ao organismo humano e pode levar até dez semanas, mas com os fios de células-tronco a aceleração do processo é "um milagre", segundo Volpe.
Desde a década de 1970, quando a medicina descobriu a existência e capacidade das células-tronco, pesquisadores buscam formas de aproveitar o potencial dessas células.
De acordo com Volpe, a aplicação direta das células-tronco não dá o mesmo resultado do que o fio de sutura enriquecido.
Em uma pesquisa espanhola, usada como referência pelos brasileiros, foi testado o poder da célula-tronco diretamente na ferida, mas sem o mesmo resultado de cicatrização; além disso, outra pesquisa dos Estados Unidos produziu fios semelhantes aos de sutura, mas com quantidade limitada de células-tronco.
Porém, os pesquisadores brasileiros conseguiram implantar as células-tronco em fio de sutura longo, com cerca de 30 centímetros, e após dois dias de preparação foi aplicado para o teste com a expectativa de que o material sobreviva por sete dias.
O estudo apontou que o procedimento não exige testes de compatibilidade da adesão das células nos pacientes e não há sinais de inflamação ou rejeição no organismo em que as células foram aplicadas.
Essa linha de investigação da Unicamp surgiu em 2005 a partir de aulas de cirurgia plástica, nas quais o cirurgião Ithamar Stocchero questionou o uso de células-tronco em fios de sutura.
"É muito importante ver os resultados de um trabalho árduo que oferece uma técnica barata que pode expandir. Isso mostra que o Brasil tem condições de produzir ciência igual ou melhor que outros países", ressaltou Volpe. EFE

Aplicativo Line chega ao mercado brasileiro

Aplicativo Line chega ao mercado brasileiro
Por Ligia Aguilhar
São Paulo, 09 (AE) - Mais um concorrente asiático do WhatsApp chegou ao Brasil. O aplicativo Line, que tem mais de 260 milhões de usuários no mundo inteiro e está presente em 230 países, inaugurou na segunda-feira, 07, sua operação no mercado brasileiro.
A plataforma permite a troca ilimitada de mensagens de texto, voz, chamadas telefônicas e chats em grupo. As grandes apostas do app, porém, são sua base de stickers - são 8 mil opções - e o recurso Home & Timeline Tool, um espaço pessoal para compartilhamento de fotos, vídeos e localização geográfica com amigos.
Como parte da estratégia de lançamento no Brasil, a empresa vai veicular campanhas televisivas em canais abertos e pagos e lançar um conjunto especial de stickers. No Japão, onde o aplicativo foi criado, os stickers do Line são uma verdadeira febre entre os usuários.
O primeiro comercial do Line no Brasil, chamada Angry Girl, já está no ar no YouTube. Além do Line, já estão no Brasil outros dois aplicativos asiáticos de sucesso: WeChat e KakaoTalk.
MERCADO
O mercado de aplicativos de mensagem para smartphones tem crescido com velocidade em todo mundo. Na Ásia e na Europa já ameaçam o lucro das operadoras de telefonia com SMS, o que tem feito as operadoras de telefonia investirem em parcerias para tentar minimizar as perdas.
No Brasil, as operadoras já estão preocupadas com esse crescimento e começaram a lançar seus próprios aplicativos no mercado, além de fechar parcerias para fornecer acesso a aplicativos famosos, como Facebook e Twitter de graça, sem descontar do plano de dados.